quinta-feira, 22 de maio de 2014

A Alemanha Nazista

Após a Primeira Guerra, a Alemanha passou por serias dificuldades, que culminaram em 1923 com uma hiperinflação. A crise monetária desorganizou a economia, trouxe o desemprego e estimulou as manifestações contra o governo. Uma das tentativas de golpe foi feita pelos nazistas em 1923, em Munique. O movimento fracassou e Adolf Hitler - um dos líderes, até então praticamente desconhecido - foi preso, sendo libertado alguns meses depois.
A Alemanha era então uma república parlamentarista denominada República de Weimar.
Um símbolo carregado de uma memória triste que marcou o século XX pelas atrocidades acontecidas na Alemanha Nazista. 

FACISMO,  UM ESTILO DE VIDA ONTEM, HOJE, AMANHÃ PARA HONRA DA ITÁLIA.

O Estado facista

" O princípio essencial da doutrina facista é a concepção de Estado. Tudo no estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.
O indivíduo esta subordinado ás necessidades do Estado e, à medida que a civilização assume formas cada vez mais complexas, a liberdade do indivíduo se restringe cada vez mais. Nós representamos um princípio novo no mundo, representamos a antítese nítida. categórica, definitiva da democracia, da plutocracia da monarquia, em suma, de todo dos imortais princípios de 1789."
A oratória de Mussolini, aliada á violência política, foi fundamental para tranformar o facismo no primeiro regime totatitário, inspirando outros, como o nazismo alemão. Na imagem, Mussolini em discurso aos italianos, em 1930.

terça-feira, 20 de maio de 2014

(...)


O FACISMO NA ITÁLIA

O primeiro pais Ocidental onde se instalou um regime totalitário foi a Itália.
Os italianos enfrentaram uma situação difícil apos a Primeira Guerra Mundial. Mesmo integrando o bloco vencedor, obtiveram apenas alguns territórios alpinos antes pertencentes à Áustria e regiões balcânicas de população eslovena e croata, bem menos do que fora prometido pelos aliados.
Sugiram grupos  conservadores e nacionalistas que defendiam um Estado forte e soluções violentas contra os revolucionários, criticando a fraqueza do governo liberal. Muitos eram formados por ex-soldados que organizaram corpos paramilitares de repressão ao movimento operário.
Entre esses grupos estavam os Faci di Combattimento (Feixes de Combate, em italiano), fundados em 1919. Sei líder era Benito Mussolini, jornalista, ex-socialista e ex-combatente da guerra. Em 1921 o movimento transformou-se no Partido Nacional Fascista.
Os fasci logo reuniram mais de 300 mil membros. Conhecidos como camisas negras, atacavam partidos, sindicatos e jornais operários.
Sentindo-se suficientemente fortes, os fascistas organizaram, em 1922, a Marcha sobre Roma. O objetivo era pressionar o rei italiano Vítor Emanuel III a nomear Mussolini como primeiro-ministro. O medo dos comunistas e o apoio de grupos no poder aos fascistas contribuíram para concretizar esse projeto.
Em poucos anos, Mussolini centralizou o poder em suas mãos, livrando-se da oposição por meio de fraudes nas eleições, perseguições e assassinatos. Somente o Partido Fascista foi autorizado a funcionar. A imprensa foi controlada.

O governo de Mussolini trouxe á tona a experiência totalitária no cenário político italiano.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

NÃO É JUSTO REIVINDICAR DIREITO LIBERAL DA LIVRE EXPRESSÃO PARA PRÁTICAS TOTALITÁRIAS E DISCRIMINATÓRIAS

O Problema Racial

Muitos regimes totalitários procuraram unir a nação ao enfatizar, a superioridade do cidadão nacional diante dos demais povos da Europa e do mundo. Ao mesmo tempo, alguns grupos étnicos eram apontados como inferior passiveis de exploração, de expulsão, e mesmo de massacres genocidas.
O totalitarismo alemão utilizou ideeis que, desde o século XIX, defendiam a existência de "raça ariana", comunidade de guerreiros que, ao conquistar áreas na Europa central e setentrional, manteve sua "pureza", enquanto os outros europeus se miscigenavam com povos do Oriente Médio, do Norte da África, etc.
A pretensa pureza do sangue trazia um sentimento de superioridade ao povo alemão, humilhado pela derrota na primeira guerra mundial, e pelo tratado de Versalhes. Os nazistas souberam tirar proveito desse sentimento para seu projeto de dominação.
A o lado da " raça superior '', da qual os alemães seriam os legítimos representantes, existiriam as "raças degeneradas", que ameaçaram a suposta pureza da raça ariana e deveriam ser excluídas da sociedade entre elas estavam os Judeus.


Outras nações eram ainda compartilhadas pelos movimentos fascistas, como a desconfiança em relação ao racionalismo. Enquanto o racionalismo iluminista, dominante no ocidente desde meados do século XVIII, defendia a analise e as ações movidas pela ciência e pela reflexão racional, os totalitarismos pregavam o uso da emoção e da vontade. Por isso, são chamados de "regimes irracionalistas".